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Artigos, Notícias mosteiro › 08/08/2017

“A história de nossa vocação tem que ser uma história de amor”

Estamos no mês vocacional. Sabemos que a vocação é um chamado de amor e doação. Cada pessoa tem sua história de amor com o Senhor. Vamos ver um pouco como Nossa Mãe ouviu e respondeu ao chamado que o Senhor lhe fez para a Vida Religiosa na Ordem do Carmelo.

O primeiro a ouvir o Chamado de Deus em sua casa foi o seu irmão João, que mais tarde tornou-se Dom João Resende Costa, Arcebispo de Belo Horizonte.

Nossa Mãe em suas memórias conta-nos as dificuldades que enfrentou para realizar sua vocação. Primeiro a resistência por parte de seu pai para dar o consentimento e a bênção para a sua entrada no Carmelo e depois o sofrimento de deixar sua mãe com um filho de seis meses e outros dois meninos.

Mas, a voz de Deus foi mais forte e Ele mesmo foi abrindo os caminhos e tocando os corações.

Sobre a resistência de seu pai, escreveu:
“Eu tentava falar com ele, mas sua resposta era sempre negativa ou não respondia nada claro”.
Nossa Mãe foi vencendo as dificuldade. Enfim, seu pai aceitou:

“Vamos deixá-la ir já que é só feliz assim. Pergunta lá no convento se a deixarão voltar se ela cair doente. Esta casa é sempre dela.”
Como Nossa Mãe sentiu o chamado para a Vida Religiosa?

“Notei minha vocação para contemplativa num livro que me emprestou a Irmã Superiora da Santa Casa de São João del Rei. Chamava-se o livro: ‘Les audiences divines’. Tudo ali combinava com o que eu sentia.

Esqueci-me de contar como tive a plena certeza que Jesus me queria no Carmelo. Estava no pequeno salão paroquial, junto à matriz velha, procurando um livro na biblioteca e parece que eu pedia a Deus que este livro me abrisse os horizontes para ver clara a vontade de Deus.

Uma moça muito simples, da Pia União que eu mal conhecia e, parece-me que se chamava Alice, pegou no livro de Elisabeth da Trindade: Memórias, edição muito antiga, e me disse: Este livro é muito bom. Eu o peguei. Encantei-me com nossa Elisabeth, e fiz dele o meu livro de cabeceira. Vi claramente que o Carmelo era o lugar de minha realização, e nunca mais tive uma dúvida de minha vocação. Nunca soube o que é tentação contra a vocação.

A história de nossa vocação tem que ser uma história de amor. Amor espiritual, místico, onde a cruz nunca pode faltar, porque o Esposo, o nosso Divino Esposo, é um Homem-Deus crucificado”.

Quantos ensinamentos tiramos desse pequeno testemunho de Nossa Mãe!

Que ela nos ajude a sermos fiéis à nossa vocação e a dizermos sempre SIM à vontade de Deus.

Irmã Maria Elisabeth da Trindade, OCD



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