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Notícias mosteiro › 09/11/2017

“Para mim ela não se foi. Continua perto de mim, dia e noite” Padre Vânis

“Para mim ela não se foi. Continua perto de mim, dia e noite” 

É comum nas manhãs, quando a escuridão vai perdendo sua força, contemplar aquela aurora que paira no céu, tão bela e feliz. Além de tudo, com humildade, visto que a aurora dura pouco tempo e logo surge o sol imponente. A luz da aurora é apenas antecipação, sinal da luz maior que o dia recebe. Pois, por si só ela não existe, não

tendo luz própria. A aurora que precede o sol! Como é misterioso este tempo em que ela surge e logo vai embora! A aurora que nos garante que o sol chegará para esquentar nossos campos.

 

Algumas pessoas que passaram por este mundo são semelhantes à aurora. Trouxeram em suas vidas marcos de uma luz humilde que nada mais foram do que apenas reflexo da Luz Maior que é Cristo. Viveram, sem querer ocupar o destaque, a glória que é devida somente Àquele que é a “Luz do Mundo” (  ). A Serva de Deus Madre Tereza Margarida do Coração de Maria se enquadra muito bem neste contexto, pois sua vida foi apenas um singelo e humilde reflexo de Deus.

Madre Tereza Margarida nasceu no dia 24 de Dezembro de 1915. Enquanto nas Igrejas e casas se esperava com ansiedade o momento de colocar no presépio a imagem do Menino Jesus. Em sua residência na cidade de Borda da Mata (MG), nestas “vésperas” do grande dia 25 de Dezembro, ela nasceu: Maria Luísa Resende Marques. E como aurora tem gosto de mistério, Madre Tereza veio ao mundo, nesse dia, justamente para uma grande missão: ser a aurora de Deus. Toda a sua vida foi uma vivência concreta deste pormenor misterioso, tanto que nutria profunda devoção ao Menino Jesus e apenas quis ser para Ele um “sapatinho”.

Sendo uma “aurora”, desde pequena cresceu nos caminhos da Igreja e com fidelidade buscou testemunhar diariamente o sol perfeito que é Cristo. Nunca quis ocupar o lugar do “SOL”, contentou-se em ser simplesmente um instrumento nas mãos Dele. Nas

 

diversas ocupações na vida religiosa não procurou obséquios para si mesma. Atestam suas palavras: “Três tentações nunca tive na vida: contra minha fé, minha vocação e o desejo de ter o cargo importante”.

É muito próprio do coração que é humilde aceitar e querer viver a condição de “aurora”. Às vezes percebermos na vida da Igreja muitas pessoas querendo obscurecer com seus egoísmos o essencial. Rejeitando ser “aurora” para almejarem brilhar como se fossem “sol”. Tal deslize, creio que Madre Tereza não cometeu. Entretanto, entendo que, se foi tentada a tal “bem querer de si mesma”, o seu amor para com Deus a conduzia ao reconhecimento do próprio lugar. Suas palavras, gestos e acima de tudo o seu sorriso apontavam para Jesus. Não viveu para si mesma. Sendo humilde aurora, apenas surgiu para mostrar algo mais importante. Uma frágil luz que foi capaz de tornar fortes muitos corações. Um pequeno brilho que foi capaz de abrir fronteiras, de romper obscuridades nos corações. Doce abraço que permitia o sentimento de acolhida e alegria.

As pessoas que tiveram a oportunidade de ver, conhecer e conviver com a Serva de Deus Madre Tereza, com certeza foram tocadas e conduzidas para o Coração de Deus.

A beleza da aurora, muito embora antecipe o que é “Belo e perfeito”, costuma encantar deixando ares d

 

e saudade. E como sentimos ainda saudade de Madre Tereza!

No dia 14 de Novembro de 2005, pela madrugada, ela foi para o céu. Foi feliz por ter cumprido sua missão entregando sua vida a Deus.

Claro! Neste dia ela não desejaria brilhar antes dele, quis deixá-Lo brilhar sozinho no horizonte. E por ter sido tão humilde, não se fez aurora fazendo o que buscou a vida toda: mostrar Deus. Quando a aurora veio, na verdade Madre Tereza já brilhava na Glória da Luz e já havia cumprido a sua missão.

Ainda continua viva em nossos corações! Seus exemplos nos encorajam na caminhada da fé. É bem como disse, a sua irmã, Mariana Marques: “Para mim ela não se foi. Continua perto de mim, dia e noite”. A aurora vem e vai logo embora, mas a gente não se esquece do quanto é bom, antes do sol nascer, contemplar no céu tão humilde presente.

 

Revmo. Padre Vânis Vieira da Cunha .


 



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