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Liturgia diária
Evangelho: 5ª-feira da 33ª Semana do Tempo Comum
Santo: São Clemente I

Relato de um milagre

Eu e minha família só temos a agradecer a Deus por amar tanto a Nossa Mãe, a Madre Tereza Margarida do Coração de Maria. Ele a ama pela pessoa maravilhosa que ela foi aqui na terra, pela missão tão bem cumprida, pelo amor incondicional que Madre Tereza sempre teve e tem por todos nós.

Eu e minha família temos muita fé em Nossa Mãe, sabemos que Deus com todo o carinho especial que tem por ela a ouve sempre, por isso sempre pedimos a intercessão dela a Deus nas nossas aflições, e com isso já alcançamos graças por intermédio de Nossa Mãe.

A graça alcançada foi em relação ao meu filho Gabriel.

Meu filho Gabriel é portador de Distrofia Muscular do tipo Duchenne. Há 10 anos poderíamos dizer que era uma doença rara, mas hoje em dia deixou de ser, a cada 3.500 crianças uma terá a doença, ela compromete a musculatura, é uma doença que traz complicações respiratórias no futuro, devido ao comprometimento do diafragma, a criança não consegue tossir e acaba acumulando secreção nos pulmões causando pneumonia e presença de bolhas no pulmão pela não expiração de gás carbônico. Muitas chegam a óbito na idade que Gabriel se encontra, com 17 anos. Devido à pneumonia, muitos não chegam nem vivos ao hospital. E foi o que quase aconteceu com ele. No dia 4 de fevereiro o Gabriel teve uma falta de ar em casa às 11h00min da manhã e acabamos levando ele para o Hospital, no carro o Gabriel gritava a Nossa Mãe sem parar e pedia a Deus que não morresse. Chegando ao hospital na sala de raios-X começaram as complicações, ouviam-se os gritos do Gabriel de longe, foi horrível, foi quando às 1h30min ele teve uma parada cardiorrespiratória e teve que ser entubado. Ele estava aparentemente morto, fizeram massagem cardíaca, tentaram a ressuscitação, foi tudo horrível. Foi quando eu perguntei onde era a capela, porque naquele momento só me restava rezar. Fui até a capela e comecei pedir a Nossa Mãe que o ajudasse e ainda discuti com Deus, porque sempre pedi que não deixasse o Gabriel sofrer na hora de sua partida e ele sofreu tanto naquele momento. Eu achava que não era justo o sofrimento que ele passara. Eu achava que ele já tinha morrido, foi quando, mais ou menos 2 horas depois o médico me chamou, dizendo que ele tinha sobrevivido e estava na UTI, mas não sabia por quanto tempo o Gabriel iria suportar o que poderia vir a acontecer.

Eu peguei a foto da Nossa Mãe e levei para a UTI e ali não paramos mais de pedir a ela que intercedesse a Deus por ele, que Deus fizesse o melhor por Ele. E assim foi incrível tudo que aconteceu. O Gabriel sofria muito, tinha que ser aspirado sem parar devido à secreção que o sufocava. Ele estava sem se alimentar e poucas vezes tinha tomado água. No sexto dia os médicos resolveram levá-lo para o quarto com todos os equipamentos da UTI por causa do sofrimento que se encontrava na UTI. O psicológico dele estava muito abalado.

No sétimo dia foi o pior dia dele, mas não cansávamos de pedir pela intercessão da Nossa Mãe. Ele foi aspirado das 15h00min até a noite. Eles introduziam um cateter que ia da garganta até o pulmão e assim eles aspiravam, mas o Gabriel se mantinha forte, um guerreiro. Quem ficava no quarto com ele era o meu marido e a foto da Nossa Mãe debaixo do travesseiro dele, eu saia correndo e ia para a capela pedir a Madre Tereza, eu também sabia que o Carmelo São José estava em vigília de orações pelo Gabriel, que muitas pessoas naquele momento rezavam por ele, viravam noites em orações. A imagem da Nossa Mãe não saiu de perto dele nenhum segundo, desde o dia que ele foi para o Hospital. Às 2h00min da madrugada o Gabriel começou a ter visões, chegou a ver a tal luz que todos que passam por experiências parecidas falam, começou a ver pessoas, crianças que brincavam ali naquele quarto, meu marido vivenciou tudo aquilo, mas pedia para ele não entrar na luz, uma pessoa o alimentava, cuidava dele naquele momento. É como se o céu descesse ali naquele momento, foi o último dia de sofrimento dele, logo de manhã ele já se alimentara depois de 7 dias sem se alimentar e foi só melhorando e nós sempre agradecendo a Deus e a Nossa Mãe. Tudo ia se encaminhando sem que perdêssemos a fé.

O Gabriel precisava de dois aparelhos, com custo muito alto. Um, o governo dá, mas o outro é raríssimo. Eu consegui achar um no Brasil, que estava em Vitória no Espírito Santo, era como achar água no deserto. Foi então que peguei com a Nossa Mãe e o resultado de tanta fé foi que eu consegui o aparelho em um dia, pela prefeitura. Um aparelho de 18.000,00. Mas é assim mesmo, para Deus nada é impossível mesmo. Até a médica dele, Dra. Bernadete que trabalha em São Paulo no Hospital das Clínicas e USP, que é uma médica de importância significativa nas pesquisas para a cura da doença, muito requisitada e que é muito difícil de encontrá-la, estava passando as férias em São João Del Rei. Conseguimos contato com ela, que acabou vindo até Lavras, orientando os médicos, cuidando do Gabriel, ficando no hospital durante 4 horas. Quem a trouxe foi o seu pai e irmão. Eu nem acreditava no que estava acontecendo, era um milagre atrás do outro, a médica não cobrou um centavo sequer, deu todo o suporte que precisava, orientou os médicos, e disse tudo o que precisava fazer para que o Gabriel ficasse bem.

Enfim depois de 15 dias hospitalizado o Gabriel sai do Hospital com aparelhos que precisava, feliz e curado daquela pneumonia gravíssima com as bolhas de ar que estavam em seus pulmões. Depois de muitos sofrimentos, Deus poupou a sua vida por intermédio de Nossa Mãe a Jesus e a Nossa Senhora. Com o seu intermédio os caminhos foram todos abertos. O Gabriel aguentou todo o sofrimento, foi curado e algumas deformidades que se encontravam no seu tronco devido à doença, acabaram. Perguntei a dois Fisioterapeutas se eles me explicavam o que tinha acontecido com as deformidades que tinham sumido, eles não souberam explicar o que tinha acontecido. Enfim eu acredito em milagre, confio em Nossa Mãe, tenho muita fé no amor que ela tem por todos nós e tenho certeza da sua presença junto ao Gabriel no hospital ou qualquer lugar que ele esteja.

Mas o mais bonito disso tudo é que Deus cumpriu o que eu pedi sempre nas minhas orações. Que o Gabriel não sofresse no dia de sua partida, o que quero dizer é que o maior sofrimento foi à falta de ar que ele sentiu antes de ser entubado, quando ele gritava sem parar pedindo socorro, sufocado, onde não passava nada de ar, no qual poderia deixar ele com muitas sequelas psicológicas, de medos terríveis. Mas Deus apagou tudo de sua memória, o Gabriel não se lembra de nada, nada do que aconteceu com ele. Ele está aqui feliz, tranquilo, agarrado na Nossa Mãezinha, vai fazer aniversário dia 13 de maio, 18 anos, dia de Nossa Senhora e um dia depois da missa da Nossa Mãe de encerramento da fase diocesana do processo de beatificação, não poderia ter dia melhor para enviar esse depoimento.

Que Nossa Mãe Madre Tereza Margarida do Coração de Maria continue intercedendo por todos nós.