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Liturgia diária
Evangelho: 5ª-feira da 33ª Semana do Tempo Comum
Santo: São Clemente I


Fundação do Carmelo São José

Meu Deus
…Uno a minha doação, à doação de todas as almas santas, principalmente à doação, que vos fez Maria ao receber a embaixada do Anjo, pronunciando o seu “Ecce…Fiat”.

Foi pronunciando estas palavras na oração do dia, que eu senti Nosso Senhor me pedindo algo de muito grande. Eu disse sim. Isto acontecia durante a minha solidão, de 1954, no Carmelo de Aparecida.

Em 1956, no final da oração da tarde, Nossa Mãe Raimunda, chama-me ao seu ofício, e pergunta-me: “A filha quer ser fundadora?Eu??? Nunca tive tentação de ser Priora, quanto mais fundadora! Sou plenamente feliz e realizada aqui no meu convento!

Ela então explicou-me, que Monsenhor Mesquita, Vigário Geral da Diocese da Campanha-MG, em nome do Bispo, Dom Inocêncio, pedira a nosso convento, a fundação de um Carmelo em sua diocese. Ela pensara em mim, achando que eu era capaz de assumir esta tarefa. Eu respondi então: “Estou para obedecer.”

O nome do futuro convento foi logo escolhido: “Carmelo São José”. Como recusar alguma coisa a este querido santo, que nunca me recusara nada? Não era possível. Com o coração dolorido, comecei sorrindo um novo período de minha vida.

A fundação que desejavam eminente em 1957, saiu apenas em 1962, justo o ano do IV Centenário da fundação do primeiro convento de São José, por Santa Madre Teresa, em Ávila na Espanha.

Saimos de Aparecida, berço querido de minha vida religiosa, no dia 15 de julho de 1962. A grande imagem de Nossa Senhora do Carmo, da catedral de Campanha, levada por Monsenhor Mesquita, foi nos buscar, e iria nos levar até Três Pontas, cidade da mesma Diocese, que abrira amiga os seus braços para o Carmelo.

Fomos recebidas com muitas festas, muita amizade, muita esperança. A casa que nos deram era pequenina, como “Nazaré”, mas preparada com muito carinho. Aí vivemos dois anos. Passamos para outra casa maior , mas ainda emprestada, onde ficamos até 1969, quando passamos para o convento definitivo, no alto da cidade, dominando-a como vigia.

Meu Carmelo amado às portas da cidade
sentinela e guarda da felicidade…

No dia 16 de julho de 1962, ao iniciar nossa primeira hora de oração sob os céus Trespontanos, caiu-nos por sorte esta passagem do Evangelho: “Não temais pequenino rebanho, porque aprouve ao Pai dar-vos o seu Reino.”

Amado e Bom Pastor, nunca deixastes de guiar, animar, tranqüilizar, salvar este pequeno rebanho que é, quer ser sempre mais vosso.

Mas, se foram cortantes as noites de inverno, assustadoras as tempestades, dolorosas as tardes cinzentas e os dias nublados crucificantes, foram também serenas e belas as noites de verão e foram reconfortantes os dias coloridos de azul, de verde, e rosa.

Por sobre tudo, Senhor, o vosso olhar velava. E o pequeno rebanho soube sempre cantar o vosso amor. Tudo é graça.

O meu único desejo, ao ser nomeada fundadora, está plenamente realizado: Aqui no Carmelinho São José procura-se viver o amor na alegria e no canto perene à glória da Santíssima Trindade.

“Nós fomos predestinadas
para sermos o louvor de sua glória.”
Com Maria, beleza e Rainha do Carmelo

O grito de Jesus: “Eu tenho sede”, ecoa em nossos corações numa sede de redenção dos nossos irmãos. Mas é na alegria que nos deixamos imolar, como hóstias consagradas no altar da vida, à espera da eternidade, o face a face eterno.

Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo.
Como era no principio, agora e sempre. Amém!

Nossa Mãe, Madre Tereza Margarida do Coração de Maria