Serva de Deus Madre Tereza Margarida Nossa Mãe

Rua Amazonas 40, Bairro Santa Inês - Três Pontas, MG

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Depoimentos › 22/11/2012

Guiada pelo amor

Por causa do amor eu sou capaz de fazer tudo, nada poderia prender-me”. Foi uma das tantas expressões sobre o amor – um amor feito de fatos – que eu ouvi de Madre Tereza Margarida – conhecida e chamada por todos e não somente pelas suas filhas do Carmelo de Três Pontas, de  “Nossa Mãe”.  Ela, de jeito simples e verdadeiro, soube fazer  em sua vida aquela síntese essencial  que tudo faz brotar do amor e tudo faz convergir para o amor. E, assim, soube ser sumamente livre, da liberdade dos filhos e das filhas de Deus, livre de todas as amarras. No fundo ela sabia, como apaixonada discípula de São João da Cruz, Doutor do amor, que “para o justo não há lei”. Ou, melhor, há sim, uma única lei: a lei do amor; uma lei livremente escolhida, não imposta, como resposta totalmente gratuita a “Quem nos amou primeiro”, e que “sabemos que nos ama” desde sempre e para sempre; e que se fez Amor Encarnado em Jesus Cristo Salvador e  derramou  em nosso coração seu Espírito de Amor.

Sorriso doce, quase tímido, mas sereno e constante em seus lábios; rosto permanentemente amável e acolhedor; olhar profundo, penetrante, que convidava à aproximação e a romper distâncias; palavras apropriadas que criavam sintonia com todo tipo de gente;  inteligência viva e coração aberto; figura aparentemente frágil, delicada e meiga que irradiava, em todas as suas expressões, a bondade de Deus; ao mesmo tempo, figura forte e decidida, assumindo responsabilidades sem pestanejar. Mulher madura, conscientemente consagrada, Carmelita Descalça por opção puramente pessoal, sábia o bastante, para poder ter e manter numerosos relacionamentos de profunda amizade com as pessoas mais diversificadas em sentido humano, cultural, social e espiritual. Pessoa de uma fé inquebrantável, de uma esperança sempre viva e de uma caridade sem limites! Mas este conjunto de virtudes, que supõem um amor de predileção da parte de Deus para com ela, de outro lado, foram frutos de oração, profunda oração, de silêncio contemplativo, de conversão constante e de abandono confiante nos braços do bom Deus.

Deus falava nela e por ela; e ela sabia ouvir e sabia comunicar os segredos do próprio Deus: uma comunicação feita de escuta atenta e de partilha gratuita; gerada pelo encontro íntimo e amigável com o Senhor e pela sensibilidade que o verdadeiro amor desperta.

Conheci a Madre Tereza Margarida profundamente e por muitos anos. Dela fui confidente, Irmão na Ordem do Carmelo Descalço e amigo de longa data: uma amizade e uma fraternidade que nasceu desde nosso primeiro encontro, quando da pregação do meu primeiro retiro no Brasil, no Carmelo de Três Pontas-MG; e se prolongou e se manteve até o fim (mais de trinta anos de conhecimento e aproximação). E com toda esta experiência, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que ela foi “amiga forte de Deus” – assim como a Santa Madre Teresa queria – e amiga também de todos os filhos  e  filhas de Deus, aos quais, do seu jeito e desde sua vocação contemplativa, revelava e irradiava com grande alegria, todo o seu amor.

Poderia afirmar – servindo-me de uma expressão do Frei Betto – que ela, totalmente centrada em Deus, como orante, “descentrava-se nos outros e imprimia à vida a felicidade de amar, porque se sabia amada”!

FREI PIERINO ORLANDINI, OCD

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